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Na Parada Gay, grupo inter-religioso prega “diálogo” em prol da teologia inclusiva

Um grupo inter-religioso chamado Gente de Fé Contra a LGBTfobia usou a Parada Gay em São Paulo, como uma oportunidade de difundir a ideia de que a homossexualidade não é pecado.

Os integrantes do grupo inter-religioso que compareceram à Avenida Paulista no último domingo, 23 de junho, são ligados a denominações cristãs de diferentes linhas doutrinárias, além de pessoas que professam fé em religiões distintas, como as de origem afro-brasileira.

Dentre os que se apresentam como cristãos, haviam evangélicos, católicos e mórmons, todos eles convictos de que a ideia de que a homossexualidade seja um pecado – como preconiza a Bíblia Sagrada – é fruto de uma visão ultrapassada.

Segundo a jornalista Anna Virginia Balloussier, da Folha de S. Paulo, a maioria dos integrantes do grupo Gente de Fé Contra a LGBTfobia “encontrou abrigo nas chamadas igrejas inclusivas, que não tratam diferentes opções sexuais e de gênero como pecado”.

O advogado Alexandre Pupo, 26, afirmou que sua motivação para integrar o grupo é “aproximar os segmentos para falar que existe espaço de diálogo”. Membro da Igreja Metodista – denominação que se tornou ultraliberal nos Estados Unidos – Pupo diz que “a instituição preferia que eu não estivesse lá, sinceramente”, pois ainda tem uma configuração “ultraconservadora”: ”Muitos bispos apoiaram Jair Bolsonaro”, declarou.

Outro integrante do grupo é o mórmon Luiz Correa, 51 anos, integrante da ONG Afirmação. Sua queixa não é muito diferente da feita pelo colega advogado. A denominação não expulsa homossexuais, “mas, se você quer estar dentro dela, sua opção é ficar no celibato”, afirmou.

Hoje assumido, Correa afirmou que por anos tentou se enquadrar no que a comunidade definia como normal: foi casado, teve filhos e chegou a ter um cargo de liderança entre os mórmons brasileiros. Depois, desistiu para viver como gay.

Na entrevista, afirmou que pode apostar que, dentre os participantes da Marcha para Jesus, realizada dias antes da Parada Gay, “com certeza muitos líderes são gays”.

Em meio às discussões do grupo inter-religioso sobre a visão cristã da homossexualidade em relação à chamada teologia inclusiva, uma mãe de santo expunha um cartaz dizendo “Exu te orienta: use camisinha e proteja-se!”.

Sobre Adeildo Reis

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